policlefe

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welcome back, child.

como há tempos não sentia, vi a casa mudar de jeito. vi o anseio que me abandonou por pensar não mais ser tão responsável pelo futuro. afinal, pra que ver algo que nem chegou perto de se enxergar? na tolice e na beleza do que é dito, me vi em um centro que até então só era lembrado com ares de nostalgia e saudade. se o sangue compartilhado em uma daquelas árvores genealógicas de lembranças decide após anos voltar a soprar como ventos inquietantes no quintal de casa, tudo bem. acho ótimo, na verdade. notícia que de início plantava aqui uma dúvida, hoje serve para perceber que poucos dias trazem mudanças agradáveis. sentado no quarto, pude perceber o quanto o chuveiro ligado faz barulho nos cômodos alheios. e o cuidado com o barulho, que nunca foi grande mérito da familia, não chega a ser neurótico e traz sensação de lar verdadeiro novamente. não que fosse de inexistência anteriormente, mas quando objetos são a única companhia, a presença real de alguém traz calor e deixa o coração menos preocupado. os anos que passam guardam mais que apenas tempo na maneira em que se veste de calado pra depois surpreender com um grito de boas vindas em tardes de domingo. dividir já não é motivo de aflição ou de achar que tudo pode dar errado, claro que não. dividir agora torna-se aventura histórica,  se a distância um dia quis reinar, hoje se abaixa por entender a magnitude que é a simplicidade de ser junto. de ser irmão.

Posted on Monday, August 23 2010. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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