policlefe

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indizer.

há sempre uma palavra que nunca vai sair. há uma resposta pronta que jamais será usada - salvo em ensaios secretos. imaginar sua vida assim, paralela, não deixou de ser desafio. ainda mais quando o calendário envelhece semanas pela falta de tempo de ser novo. mas besteira agora falar do que o tempo tem feito, se a ansiedade era anfitriã do meu vazio tempos atrás. hoje é sem dono. digo, eu e meu vazio. não importa. o peso é de estranheza agora que o olhar já conduz gentilezas desconhecidas. cada situação gera uma nova maneira de entender o que foi feito sem pensar. as convicções antigas ainda abalam certas maneiras de se fazer único, já que pouco se mede o tanto de amor deixado em cantos esquecidos. sentimento esse que nunca foi dificil encontrar, apesar de não ser visto por aí, em prateleiras. amar gente não significa que não goste de ser. nem de mim mesmo. saudade que aperta o peito, o passo, pra ser estrada. a cidade agora dorme pra fazer acordar a esperança. calado, o ar-infinito da sacada vem ouvir o que meus olhos dizem em esperança, o que o silêncio pesa em lágrimas e o que os retalhos fazem encher o coração. acredita que os novos dias então, valham a pena. mesmo que venham pra dizer nada.

Posted on Thursday, July 29 2010. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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