policlefe

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oatoe, ersn!

seria simples, se não fosse a autosabotagem que ele sempre ativa para que não seja mais - simples. e escrevendo assim, sem pretensão, lembra de como evitou por duas vezes, na mesma semana, dizer que os dias estavam bons. bons, não, ótimos. motivo nenhum aparente, só paranóia exclusiva de quem tem de menos pra pensar - na maior parte das vezes. nada e ninguém a culpar também, tá tudo bem, aqui é quase lar - diz-se tudo, acomoda os amigos, tira os sapatos antes de pisar no tapete. então que seja. porque antes de ser quarto, eram três e hoje são cinco, mas também sempre pode ser dois ou, quando nem mesmo é tão cartesiano, apenas “é” nas escalas do coração. acontece que, em seus olhos fechados e sonolentos que registram os dias, pesa-lhe a consciência em não saber se consegue ser tudo o que quer. como um bom amigo. essas questões que se dissipam quando não há distância, sofrimento ou falta de amor. porque se os dias têm sido ótimos, é porque o amor se descobre nos sorrisos, olhares, gestos e momentos. e esses se redescobrem. e acendem alegrias, daquelas de raiz forte, que crescem imbatíveis como se quisessem incentivar as que ainda virão. e dessas ele realmente não podia reclamar. ainda que se sentisse um tanto estranho pela pressa dos dias acabar acumulando quase tudo, a confusão de aprender a ser, sumia. era quando dava mais um trago e dizia pra si mesmo, sorrindo, o quanto os dias têm sido bons.

Posted on Monday, August 1 2011. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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