arrancou-me as palavras com meia dúzia de outras. dela. tudo que a pertence ainda é mais belo, e faz sentido. perdido em pontos e virgulas, dou a minha interpretação infértil a qualquer lacuna improvisada. e é em uma tarde na praia, uma noite de companhia boa que dedico horas e construo um lugar seguro e confortável para me refugiar nas próximas cento e sessenta e oito horas que parecem fazer do calor do inferno, vizinho. difícil mesmo é encontrar equilibrio naquilo que eu faço por fazer e não no que meu coração superficial quer. “- não é superficialidade”, me autosaboto - “é só que o coração se acalma quando a paixão nos afazeres torna-se presente”. e nada é realmente o que parece, pois ela sai e acho que tudo pode ainda piorar um tanto mais. além de que, não queria encarar como “tarefas” e sim como uma simples… paixão. o caso é que, esse não é o caso. não agora. eu falo do futuro, minha incerteza cravada no dia a dia e eu aqui embaixo, só observando, incapaz de agir. preso por idiotice de quem se zanga por não saber ver além. ou que até consegue, mas só amadureceu um sucesso parcial. meu deus, eu tô igual ao meu pai. não que isso seja ruim, mas essas comparações nunca favorecem os pontos positivos. eu sei que você entende. no mais, termino mais uma vez por achar nonsense, ou explicito demais. de uma forma que eu até queria que fosse, mas ainda não tenho certeza. de um jeito ou de outro, ela sempre me conforta. confronta. e me faz maior em poucos caracteres. nome de mãe, me conhece como tal. e se é pra falar da estrada, também não adianta. deixo que falem por mim. e daí é isso. porque “o que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo”. se(m²)ais.