policlefe

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unaware.

eu havia esquecido como as coisas se movem rapidamente. pausar o tempo para me sentir seguro, agora me transformara em sonhador - desses que tem um mundo paralelo e que sofrem ao descobrir aos poucos o que é sólido. a realidade que me faz solidão. muito do que esse coração sonha é o mesmo tanto do quanto ele pode se machucar. e fica simples e óbvio a qualquer lance de olhar que ainda me falta espaço a ser preenchido. os dias que se arrastam misturando meu sono imperfeito, transformam imaginação e fatos em uma coisa só. às vezes me desligo por opção, outras, porque já duvido conseguir ser de outra maneira. uma vez que tudo isso se move aqui dentro, minha inércia responde em silêncio aos que tentam trocar palavras - falam sozinhos. enquanto eu, dentro de mim, atrás dos meus olhos, construo imagens de um universo que poucos conseguem entrar. e sonho. mudanças de um futuro breve, de felicidade iminente. de paixão em pequenos traços e cores. e se nas horas eu me perco, nelas sou obrigado a testemunhar cada segundo. ter consciência do mundo ainda é exigir esforço de mim. e se contar os instantes, eu me vejo um - gastando as horas, idealizando utopias. o dia que começa agora, sem luz, ganha meu olhar no horizonte. e em forma de pincel, eu pinto o sol, entorto o tempo. perco a hora por sonhar de novo. convido ao coração as incertezas que o futuro me reserva - inconsciente.

Posted on Thursday, June 24 2010. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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