pudera eu sentar aqui só para nada dizer. e assim ficar. até que me irrite e comece de novo. até que a raiva passe e eu perceba, além dos 2 metros que enxergo, o além. que ainda assim, possa preocupar-me de menos em como vou pontuar os detalhes. como vou pontuar todas as frases que disser. todas. para que assim a burocracia que flutua nos cantos, seja evidente. ai então, como toda moda precisa dar-se feita, uma marcha seria anunciada nos mais altos picos que a tecnologia social alcança. para que? para a antiburocratização. estupendo, guimarães! ainda que ao voltar para mim - em tão pouca memória - dissesse não sair do lugar, haveria de esquecer-me. e aqui permaneço, veja só. de novo. se ainda pudesse e, se pouco ficasse irritado com a forma quadrada que uso para encaixar as palavras, pediria que acompanhasse no infográfico. a velhice é tão carregada a cada vez que movo estes dedos no teclado que mal consigo ser tão natural a ponto de rir de mim, como costuma acontecer se as palavras ganham volume e forma. pudera sentar então para nada dizer. e assim, com toda iminência encrostada debaixo de minhas unhas, faço do desejo, real. e só de ser assim, fico. indizendo.