é num costumeiro domingo de pequenos afazeres que revisito minhas raízes. por qualquer razão, destas que tornam o dia tão mais melancólico que o usual, eu me busco em estradas sem prever o destino, apressado, contaminado pelo ritmo exigente da cidade. mais um suspiro e o tempo se esvai, como a monotonia das palavras que guardo enquanto ainda penso nos desejos lançados pelos olhares estranhos. fraqueza. talvez seja a descrição. por não me abrir o suficiente para entender as mudanças que acontecem a cada minuto. uma comodidade confortável, que acalma e inatinge todos os anseios desesperados de encontrar vida nos lugares menos prováveis. vida que poderia ser, só de olhar, a continuação da minha. história. e no ar, que turvo que desce p’ro peito, tusso ao indizer. já que se assim fosse, perderia-me enveredado nos caminhos pouco conhecidos da anotomia humana - indico ao chegar próximo a garganta: um sufoco, uma possível verdade. embaralham as palavras, enroscam-se aos sentimentos nonsenses que cultivo tão bem, entalados, de maneira que só se faz allivio quando o cantar ocupa uma hora de sofrer. por mais eloquente que a consciência seja, o consentir do coração resiste em ser claro. e ávido em minhas próprias indagações, sigo teimoso, onde meu signo resolve manter o mundo o qual só eu tenho a chave. negativamente balanço a cabeça, um gesto pra espantar o que já não me serve. enganado ou não, o último gole de café me põe de volta ao lugar, a semana recomeça e os seis dias restantes devem resolver tudo naturalmente. só. até chegar domingo.