policlefe

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és o avesso do avesso do avesso do avesso.

as vezes eu acho que a maior parte da vida é feita de resoluções a longo prazo. quase nunca sei se o que faço agora é certo ou errado. ou se o correto é coisa que se pode ou não palpar. tudo causa uma reação. e quando se machuca muito uma parte, é hora de deixar de viver um pouco o agora pra tentar buscar uma solução lá na frente. parece meio óbvio até, mas o sentido vem em avesso ou desvesso. mesmo que um lado não seja tão pior quanto o outro, exponho o que há dentro. o avesso nem sempre é o erro que se parece. é o que está dentro. e expôr não precisa parecer incorreto. eu não sei quantas vezes ainda me aquecerei no seu corpo ou o quanto eu ainda preciso provar pra atingir aquela meta que vai te fazer entender que você é casa, lar, ambiente quentinho e seguro. eu realmente acho que eu não sei fazer isso. mas nem por isso deixo de tentar. as coisas e as pessoas chegam de diferentes formas, tomam proporções diversas, se instalam de maneiras distintas. nada pode ser comparado, julgado ou recebido da mesma forma. “Deus não é regra”, dizia minha mãe. hoje penso que isso se aplica a quase tudo. nada é regra. aquele filme, disco, livro ou vinho não é bom pra todo mundo. aquela pessoa não significa a mesma coisa pra mim, do jeito que pode significar pra você. as vezes acho que peco em ser sincero. as vezes acho que carregar uma mentira é a única solução. besteira. me engancho e embaraço em caminhos quase sempre duvidosos, mas eu juro estar fazendo algo que vem de dentro. do avesso ou não, prefiro ficar com o que opina o meu coração. certo ou errado, não sei. me pergunte daqui três meses, quatro se achar mais garantido. talvez haja uma resposta mais concreta. ou não. por enquanto, sigo do avesso, desvesso, em passos tortos que só o futuro saberá dizer se foi a melhor escolha ou não. e boa sorte!

Posted on Thursday, April 29 2010. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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