policlefe

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ato#1.

daqui, você sabe quantos pés dão de altura? sim, de altura? do 11º andar, nada é como parece, ou talvez tudo esteja tão mais próximo com tudo o que a realidade brinca de iludir. na companhia de uma tarde, solto a fumaça que se faz mais eficiente que o desabafo solitário das minhas palavras. as cinzas voam. é bonito ver. a garganta pede por socorro, arranha e emudece. inaltece a vodka que rasga e tenta trazer algum sentido. eu só me lembro de poucas passagens. lembro de tudo aquilo que não consegui lembrar na hora. sinto-me contrariado. e floreio as frases com efeitos capazes de impactos maiores, pensando em qual seria sua reação. a distância ajudou. as mãos souberam o que dizer quando o momento nos calou. o mesmo barco em que estávamos, nos trouxe pro lugar já desbravado. nada de novo, a não ser as regras, que agora aprenderam a ter razão.

Posted on Tuesday, April 26 2011. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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