o que faria então, mais digno de minha parte? senão sentar aqui, como se não houvesse amanhã, e dividir almas impuras que agora já recebem o desprezo inconsciente. antes que interprete mal, coisa fácil de acontecer, falo sobre identidades, não das verdades contidas nos gestos e palavras, que agora pouco decifráveis se escondem nas entrelinhas. queria que pudesse entender, porque assim partilharia do mesmo sentimento, passando pela parte dos penhascos e da recompensa. ousadia terminar assim. ousadia tentar parar de pensar, responde o insconsciente. mas se ainda se machuca ao ver o irmão que nada sabe, o destino que oferece caminhos tão mais sedutores e a enxaqueca com o peso da ressaca, por que agora pensa que pode ser salvo? se ainda não seria pela vida, quem dirá daqueles que sabem, aos poucos, que na partida se começa um novo ciclo.