policlefe

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sobre amor, amigos e …

já nem conto mais a idade de modo convencional. resolvi selecionar os copos na mesa pra dizer que meus amigos, mesmo distantes, me mandam corações tão dedicados quanto os que tropeço no metrô da cidade. amo quem faz caras e bocas quando a melhor desculpa é a TPM, mas sabe de tudo um pouco além do que sou capaz de compreender. amo quem é capaz de tornar tudo mais leve e adquiriu novo sotaque pra cantar no meu coração. amo quem divide mais que uma ideologia e o bong comigo. amo quem me irrita com o mal humor e me acolhe a cada momento dificil. amo quem já nem responde mais os e-mails, mas ainda sabe que tudo é recíproco. amo quem topa os percalços da vida, mesmo morando no lugar mais longe que se atém nas paredes de são paulo. amo quem se faz estrela, mas demorona suas raízes aqui. amo quem me transforma em banda inteira e faz jus ao que chamo de perfeita companhia. amo quem me oferece mais que caronas. amo quem nem sempre pode estar presente, mas que tem seu lugar nas minhas orações. amo quem mal me conhece, mas faz questão de responder aos meus chamados. amo quem é de sangue, e de sangue compartilha bem mais que bons momentos. amo quem eu tenho a uma distância segura, mas que atormenta meu coração com possibilidades. amo quem me dá um sentido novo para viver a cada dia. amo quem me trouxe novas experiências e me fez acreditar no mundo, mesmo sabendo ser mais jovem. amo quem me ensinou a tapas o gosto que um beijo bom e delicado deve ter. amo quem me fez homem e ensinou o que há de melhor e simples na vida. amo quem eu nem conheço pessoalmente, mas vive na minha timeline. besteira ou não, com ponto final ou sem, eu apenas amo. pelos erros, pelas verdades, pelos momentos que espero que sejam muitos. e pelo bem do bom senso e da contribuição infinita que eu já fiz pela breguice, amo pontuar as frases com reticências. pelo porvir e pelos ainda não citados…


se velho ou não, ao menos posso dizer que: por tudo isso, já posso até morrer feliz.

Posted on Tuesday, February 15 2011. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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