policlefe

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li lo pas… love.

sabe, eu te amo. e metade do que eu pensei no caminho, ficou pelas ruas já escuras e no meu desejo de ser o rei do temporal que se pronuncia em vento. mas ainda lembro que cada passo valeu, cada sopro que entortou meu andar, valeu. e isso soa ridiculo. e ainda vai soar bem pior, mas eu não ligo muito pra isso agora. queria me lembrar das luzes, do que já pensei instantes antes de te imaginar. e é isso. eu te imaginei. ali na pista, na augusta ou no meio do metrô, rindo de cada coisa sem graça que eu falava. nem vou falar do depois. foi mais intenso do que já vi em tela cheia. queria mesmo lembrar do pouco que me sobrou, sabotando os minutos pra pensar na desculpa de amanhã. não vale viver sem um oi. não vale só imaginar, enquanto podia te tirar pra dançar. e é loucura quando meio copo já foi e o seu pessimismo prevalece pra achar graça no jeito que arranjei de te projetar assim. perfeita. imagino, porque até agora, você é só o spectro em pixels que meu coração aprendeu a conviver. posso começar agora? oi!

Posted on Thursday, February 10 2011. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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