mais fácil do que eu te cortar, é me ferir. e rasgado em silêncio, só observo. sem grandes interpretações aparentes. porque é assim que escolho. e assim já se torna o bastante. pra manter algum valor, dos poucos que restam, pra seguir com os planos em segredo. se me fasso bardo rebelde, contra deuses e humanos, é porque hoje acordei assim. deixo recados no vento, soltos pra quem quiser enxergar, em palavras e gestos, em prazos de validade. e vence. nada difícil é compreender que o decifrar dos outros é abrir as portas para ser evasivo. o ser, eu. é fugir de ponderações, mesmo na américa do sul. de sangue eu me faço, de tudo que me corre, eu sou. em poucas estações eu paro, mas se não souber me acomodar, mudo. e mudo fico. cortando em silêncio, rasgado sem ferir, por saber compreender. sem cair em esperanças tolas ou esperar por reciprocidade.