policlefe

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sunlesson.

desvirtuo em maturidade as palavras que somos capazes de dizer. ao saber que no além daqui, tristeza é menos quando sei que me ouves. e pra completar as horas vagas, calejo as mãos embaixo do sol, aro a terra pra depois te ver sorrindo. nela. quando aqui encher de grama e flores e o sol não mais amorenar minhas costas, mas sim seu rosto. cheio de sorrisos. nem sei, na verdade, se será tão eterno quando espero que seja. mas não há espaço pra preocupação, sendo que tudo é momento coletado. um a um. e a alegria desses momentos todos, que enchem meu ar de mais alegrias, já se torna um mar sem fim na extensão da minha casa em construção. estas alegrias, mesmo pequenas em suas singularidades, são notáveis. estão sempre presentes. isto é, se assim posso ouvir sua voz tão menos longe que a distância de um palmo, já nomeio alegria. e coro meu rosto sem precisar de sol, encho de novo o coração com o calor do seu timbre. e sonho com cheiro de bolo de cenoura, nós no rancho, cansados depois de tanto rir, fazendo as confissões que só nós sabemos dizer e ouvir. sem julgamentos. porque se ainda não somos cúmplices, não sei dizer muito mais. ou talvez saiba. e seja muito maior que o mar de alegrias que construí. que seja o que o destino nos reserva. acabando sempre em felicidade, do jeito que você me ensinou.

Posted on Wednesday, October 12 2011. Tagged with: blablabla
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  1. policlefe posted this
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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