policlefe

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acrossthestreet.

teria eu de ser outro para poder, então, ser eu mesmo? não se ainda notasse que a continuidade de qualquer assunto fosse trincada por um novo. e assim, ainda seria eu. e sim quando os sonhos continuassem sendo sonhos, assim, intactos, desnutridos pelo calor do meu olhar - apenas. quase nada na prática, situação que meus pensamentos mapeam com tantos detalhes. é, nada como ainda ser covarde perante ao que me move. ainda que tentasse evitar os momentos em que você está junto - mesmo não estando - é impossivel deixar de reproduzí-los na solidão, quando nenhuma outra alternativa parece melhor. quando o que está dentro permanece sem nenhum tipo de luz pra fazer crescer. eu sonho. sendo piegas pra caralho, eu sonho. ah, se aqui tivesse a chance de renovar a vida, nela colocaria um pouco mais de mim, um pouco menos de tudo que acaba por apodrecer com o tempo. mudar me fez perceber que não só o lar precisa de novos ares. ainda conto estórias pra ninguém ouvir, ninguém além de mim, mudando a toda hora o final feliz. mas ainda são estórias. dessas que me embalam o sono e me faz perder ao acordar. dessas que só eu sei, por vontade de que continue assim, pra mim. e só. e se um dia eu ainda não me estranhar por apenas ser, volto pra cá, praí, pra onde for. agora, quero aprender a ter distância. até de mim.

Posted on Tuesday, September 13 2011. Tagged with: blablabla
policlefe trocadilhos. a chave mestra do relógio e da laranja. o mecanismo falho dos dias narrado por um procrastinador crônico de sonhos impossíveis, olhares atentos e palavras pouco garantidas. em traços, cores e linhas tudo se transforma. abre-se uma porta de cada vez.
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