January 2012
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uponme.
mais fácil do que eu te cortar, é me ferir. e rasgado em silêncio, só observo. sem grandes interpretações aparentes. porque é assim que escolho. e assim já se torna o bastante. pra manter algum valor, dos poucos que restam, pra seguir com os planos em segredo. se me fasso bardo rebelde, contra deuses e humanos, é porque hoje acordei assim. deixo recados no vento, soltos pra quem quiser enxergar,...
October 2011
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sunlesson.
desvirtuo em maturidade as palavras que somos capazes de dizer. ao saber que no além daqui, tristeza é menos quando sei que me ouves. e pra completar as horas vagas, calejo as mãos embaixo do sol, aro a terra pra depois te ver sorrindo. nela. quando aqui encher de grama e flores e o sol não mais amorenar minhas costas, mas sim seu rosto. cheio de sorrisos. nem sei, na verdade, se será tão eterno...
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bloo.
sabia que para aquele pouco ser tanto, era porque já havia sido muito há tempos. deitado em seu quarto, me projeto na parede. a luz da televisão. devaneios deslocados, seu enigma desvendado assim te deixa. nua. procuro reverter, mas não. você me tem. com seus jogos e dados. você me tem. todas as vezes que quiser. me tem. mesmo que, eu, às vezes não. tem. porque sabe ser. porque o pouco,...
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eralreadyera.
bastava ser menos pra ser perfeito, algo que pudesse modificar o antes para que agora fosse direito. ou só uma questão de conduta e preguiça - refletida na maneira como tudo se faz; e na minha preguiça, claro. mas ainda que não fosse (perfeito), seria o bastante manter a simplicidade. sem devaneios adolescentes, urgência de vida e desejos repentinos, esses que só servem pra sentir que assim se...
September 2011
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marriedwithalackofvision.
tinha andado tanto naqueles dias, mesmo sem sair de casa. e eram tantos passos percorridos, que parava, às vezes, para medir os extremos rodados. cidades, países, lugares fora de qualquer geografia. tudo registrado pela câmera desfocada da imaginação. mas semana próxima seria diferente. e isso já era quase uma promessa. não ia dizer muito mais do que ousa falar, ia prender a respiração e procurar...
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acrossthestreet.
teria eu de ser outro para poder, então, ser eu mesmo? não se ainda notasse que a continuidade de qualquer assunto fosse trincada por um novo. e assim, ainda seria eu. e sim quando os sonhos continuassem sendo sonhos, assim, intactos, desnutridos pelo calor do meu olhar - apenas. quase nada na prática, situação que meus pensamentos mapeam com tantos detalhes. é, nada como ainda ser covarde perante...
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to.dry.your.eye.
ela ouvia “she’s falling in love with a monster man” quando encontraram seu corpo. alice não estava feia. acho que nunca foi. era difícil viver sem o close de seu rosto na minha memória. mas eles precisaram ver mais que seu rosto. alice estava no carro, tinha acabado de injetar mais uma dose. não acho que queria partir assim, foi só um acidente. overdose. alice me abraçava como...
August 2011
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o menino que dava nó em barbantes.
O menino que deu nó em barbante – de moço não aprendeu ser amante – desatou a chorar pois seu mundo não era maduro e profundo e lhe faltava a mágica para brincar de ser mágico Mas o menino que deu nó em barbante era um mágico insinuante que enganava a gente com sua adultice que iludia a gente com sua doisice que arrancava lágrima da gente – sabia surgir falta de perto – e quando não se sentia...
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textos ruins me ocorrem
mas só os textos são ruins
lá no fundo, mesmo sem...
– Fernanda D’Umbra
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oatoe, ersn!
seria simples, se não fosse a autosabotagem que ele sempre ativa para que não seja mais - simples. e escrevendo assim, sem pretensão, lembra de como evitou por duas vezes, na mesma semana, dizer que os dias estavam bons. bons, não, ótimos. motivo nenhum aparente, só paranóia exclusiva de quem tem de menos pra pensar - na maior parte das vezes. nada e ninguém a culpar também, tá tudo bem, aqui é...
July 2011
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resetheart.
penso em como vou te dizer tudo isso. penso em como o silencio companheiro, agora é quase tão constrangedor, como se estivéssemos juntos pela primeira vez. na morada de um novo começo. e se é pra indagar: onde eu encontro mais do que as banalidades do dia - que pretendem fazê-lo valer a pena? já me surpreenderia se o coração soubesse não mais pensar. como fui deixar isso acontecer? mais um...
June 2011
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impro, ferir.
pudera eu sentar aqui só para nada dizer. e assim ficar. até que me irrite e comece de novo. até que a raiva passe e eu perceba, além dos 2 metros que enxergo, o além. que ainda assim, possa preocupar-me de menos em como vou pontuar os detalhes. como vou pontuar todas as frases que disser. todas. para que assim a burocracia que flutua nos cantos, seja evidente. ai então, como toda moda precisa...
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dormingo.
é num costumeiro domingo de pequenos afazeres que revisito minhas raízes. por qualquer razão, destas que tornam o dia tão mais melancólico que o usual, eu me busco em estradas sem prever o destino, apressado, contaminado pelo ritmo exigente da cidade. mais um suspiro e o tempo se esvai, como a monotonia das palavras que guardo enquanto ainda penso nos desejos lançados pelos olhares estranhos....
April 2011
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ato#1.
daqui, você sabe quantos pés dão de altura? sim, de altura? do 11º andar, nada é como parece, ou talvez tudo esteja tão mais próximo com tudo o que a realidade brinca de iludir. na companhia de uma tarde, solto a fumaça que se faz mais eficiente que o desabafo solitário das minhas palavras. as cinzas voam. é bonito ver. a garganta pede por socorro, arranha e emudece. inaltece a vodka que...
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ytha.
tô explorando deus pra morrer logo. tô jogando errado pra voltar pra cama. acordei com espírito incendiário, queria te dizer palavras bonitas, mas antes sei que vou acabar queimando sua casa. e sorte a sua, porque nem um vento bateu no meu andar, nem a flor da varanda balançou hoje. e o apartamento esteve tão cheio de tudo - um pouco do leminski e o vazio agudo. reli trechos de livros que guardo...
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legrosseclé.
às vezes eu tenho raiva dos meus olhos. e isso eu até consigo explicar, já que nesses dias ando tão subjetivo. os meus amigos têm as palavras em forma de expressões. pra mim não é tão fácil me comunicar assim. mas naquele dia, eu percebi que meus olhares andavam mais falantes que nunca. até porque, acho que nunca foram. daí, veio a vontade de te fazer mais perto. puxar pra cá, dentro de mim....
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(un)done.
o que faria então, mais digno de minha parte? senão sentar aqui, como se não houvesse amanhã, e dividir almas impuras que agora já recebem o desprezo inconsciente. antes que interprete mal, coisa fácil de acontecer, falo sobre identidades, não das verdades contidas nos gestos e palavras, que agora pouco decifráveis se escondem nas entrelinhas. queria que pudesse entender, porque assim partilharia...
March 2011
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slaplife.
eu mal tinha acordado e ela sentou na beira da cama. não me olhou, nem disse nada. mas botou o peso da culpa em mim, estendendo a vontade de permanecer deitado pelo resto do dia. não se precisa de muito. aliás, nem preciso de nada disso pra olhar pro teto e fingir que ela não existe, enquanto a janela me mostra um pouco do que resta das horas. cinza. são paulo, pensei, como se fosse incurável a...
February 2011
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sobre amor, amigos e ...
já nem conto mais a idade de modo convencional. resolvi selecionar os copos na mesa pra dizer que meus amigos, mesmo distantes, me mandam corações tão dedicados quanto os que tropeço no metrô da cidade. amo quem faz caras e bocas quando a melhor desculpa é a TPM, mas sabe de tudo um pouco além do que sou capaz de compreender. amo quem é capaz de tornar tudo mais leve e adquiriu novo sotaque...
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li lo pas... love.
sabe, eu te amo. e metade do que eu pensei no caminho, ficou pelas ruas já escuras e no meu desejo de ser o rei do temporal que se pronuncia em vento. mas ainda lembro que cada passo valeu, cada sopro que entortou meu andar, valeu. e isso soa ridiculo. e ainda vai soar bem pior, mas eu não ligo muito pra isso agora. queria me lembrar das luzes, do que já pensei instantes antes de te imaginar. e é...
January 2011
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remendoendo.
deu o último nó. ingenuidade - nada disso. apesar de não gostar da ideia, o conformismo as vezes é passo que deve ser aceito. assim, mesmo que o coração não reserve canto especial para tanto. mas o que fazer quando se vê nos demais algo que não pode mudar? usar as mãos? deixa ser, deixa estar. se apenas resumisse em frases prontas, diria que sartre teria mais razão que clarice a uma altura dessas....
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evolução baixa.
parei de ver portas entre o lá e o cá quando já não tinha mais idade pra sonhar. confesso que as extremidades desse caminho me sujeitaram a ser mais ou menos real, lugar onde a vida prefere morar. e daí, quando eu agora digo “de lá pra cá” me referindo ao tempo - desses que me faz ser criança e quase-adulto, na atual extremidade que me encontro - percebo que ainda ter o achismo barato,...
October 2010
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terça-verão de horas novas.
eu disse obrigado na despedida. ela me perguntou por que, e por não ter uma resposta pronta, não soube dizer, mas eu a tinha em algum lugar dentro. aqui. de mim. não que ainda precisasse justificar e nem que os momentos precisasem de muito para serem especiais do jeito que são - e acredite-me, também não foi por educação. ” - você é realmente muito otário, às vezes”, eu disse. ”...
September 2010
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black hall.
tudo é cinza nessa cidade, e nem o de gosto evita minha gargante seca. em um lampejo na estação nova, eu vi rostos tristes e aquela mulher que me lembra clarice. é o nome de minha mãe, e a que deixou conselhos em livros pra fazer a vida ganhar mais sentido. clareio a saudade que diz que vai, mas volta em instantes menos incontáveis que essa porção de sanidade escassa. um prefácio curto. pensar já...
August 2010
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dia da teta, doors e blablabla.
dos dias que a semana me traz, eu salvo muito mais que as horas dadas pelo cotidiano. na realidade, pouco sei o que falo quando estou são. eu danço e brinco com fantasmas e realidades diferentes daquelas proporcionadas pela caretice. vamos com calma, tô cortando linhas e me sentindo ridiculo relendo isso. mas realmente descubro mais em uma viagem de vinte minutos no carro, onde o trânsito é...
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welcome back, child.
como há tempos não sentia, vi a casa mudar de jeito. vi o anseio que me abandonou por pensar não mais ser tão responsável pelo futuro. afinal, pra que ver algo que nem chegou perto de se enxergar? na tolice e na beleza do que é dito, me vi em um centro que até então só era lembrado com ares de nostalgia e saudade. se o sangue compartilhado em uma daquelas árvores genealógicas de lembranças...
July 2010
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indizer.
há sempre uma palavra que nunca vai sair. há uma resposta pronta que jamais será usada - salvo em ensaios secretos. imaginar sua vida assim, paralela, não deixou de ser desafio. ainda mais quando o calendário envelhece semanas pela falta de tempo de ser novo. mas besteira agora falar do que o tempo tem feito, se a ansiedade era anfitriã do meu vazio tempos atrás. hoje é sem dono. digo, eu e meu...
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fim de feira.
olha, que se me visse assim, saberia que o cansaço é desculpa pela minha atenção falha. ainda julgo não saber o que vem aí por saber que julgam ver o que penso não ser. retalhado em cinco dias multiplicados ao infinito, envelheço agora duplamente. e se ainda não me fazem valer os papos casuais, sonho com pesadelos, pra não dizer que acordei sem lembrar do que foi. bebido em álcool talvez faça mais...
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cê, éle e a estrada.
arrancou-me as palavras com meia dúzia de outras. dela. tudo que a pertence ainda é mais belo, e faz sentido. perdido em pontos e virgulas, dou a minha interpretação infértil a qualquer lacuna improvisada. e é em uma tarde na praia, uma noite de companhia boa que dedico horas e construo um lugar seguro e confortável para me refugiar nas próximas cento e sessenta e oito horas que parecem fazer do...
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June 2010
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unaware.
eu havia esquecido como as coisas se movem rapidamente. pausar o tempo para me sentir seguro, agora me transformara em sonhador - desses que tem um mundo paralelo e que sofrem ao descobrir aos poucos o que é sólido. a realidade que me faz solidão. muito do que esse coração sonha é o mesmo tanto do quanto ele pode se machucar. e fica simples e óbvio a qualquer lance de olhar que ainda me falta...
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oxítona.
há tanto tempo que a conheço e só agora me peguei sem graça por pouco tocar em seu nome ou dedicá-la em declarações abertas. difícil é começar dizer algo daquilo que é grandioso. e não é do que se faz, mas sim do que é. nada parece ser cabível ou sensato ao que condiz com a realidade. e apesar das tantas voltas que já demos, dos desencontros, dos anos cegos, é facil identificá-la em um...
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punch.
calço o fututo como se fosse um sapato apertado. e o caminho que me traz é o mesmo da ida. quase nada muda, mas acrescenta a cada parada. desejo dias de sol e mais pacificidade entre os rostos amigos. simplicidade assim, gratuita e recíproca. porque nos meus desejos, ainda moram todos juntos, num mesmo lugar. sonho com coisas dignas de um coração adolescente e o teletransporte é daquelas que não...
disposto a desferir toda diáspora do desamor. ele seguiu e se desmantelou...
– seychelles
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beira.
a cidade nem parece a mesma enquanto escondo minhas surperstições em uma segunda pele. deito em caminhos que tracei na mente, pensando nos encontros fortuitos, na casa antiga e sobretudo na saudade incontida dos meus pais e dos cães. quase nunca a distância facilita e talvez nem seja esse o papel dela. muito talvez ainda, seja por isso que eu continuo martirizando os planos que me parecem...
May 2010
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c_batão.
cubatão é apocaliptico. mas até aí, qual é a novidade? não fosse minha chegada, nenhuma. ainda que esta nem deveria ter importância para ser anunciada. me desvalecia em sorriso technicolor na cidade escala de cinza. procurava apenas vida mais interessante ou algo que pudesse dialogar palavras além das que acabara de comprar no sebo. de qualquer maneira, me perdi no tempo, sem desculpas ou...
April 2010
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és o avesso do avesso do avesso do avesso.
as vezes eu acho que a maior parte da vida é feita de resoluções a longo prazo. quase nunca sei se o que faço agora é certo ou errado. ou se o correto é coisa que se pode ou não palpar. tudo causa uma reação. e quando se machuca muito uma parte, é hora de deixar de viver um pouco o agora pra tentar buscar uma solução lá na frente. parece meio óbvio até, mas o sentido vem em avesso ou desvesso....
March 2010
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likeanapple.
eu dava passos firmes numa cidade onde os semáforos são inimigos. um tanto confuso tentar construir o que quer que seja agora. mais infame ainda seria podar sentimentos nus que aparecem por instinto. eu pensava em foucault. naquele filho da mãe que havia me tirado a paz, já que tudo agora parecia alusão ao que me amarrava no cotidiano. as alternativas se escapam de vez em quando e tudo o que eu...
February 2010
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weddingletter.
ele tava ali, se medindo em frente ao espelho, colocando a ultima peça daquele traje de alta costura, feito sob medida. ajeitou a gola, olhou pra mim com um sorriso e disse: - e aí, tá bom?
é claro que eu não sabia o que fazer, só concordei com a cabeça e respondi: - puxa, coisa fina mesmo! e me aproximei a seu lado para analisar melhor. nós dois, nós dois encostados na parede e olhando pro mesmo...
January 2010
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fewords.
não penso, não quero pensar em nada. deixo o alcool com sua função, juntar mais quem quer que esteja perto. gosto do simples, de uma mesa, alguns amigos queridos e só. não quero muito mais que isso, só quero você no meio disso tudo, uma música alta, umas palavras em francês. não é dificil conquistar o que se quer assim, o mundo nem é tão longe. quero só curtir os minutos ainda não gastos, o pouco...